quinta-feira, abril 13, 2006

Novos pecados

Quanto tempo dedica a ver televisão, ler jornais ou a navegar na Internet? E quanto tempo investe a meditar e a ler a Sagrada Escritura?
A resposta ajuda a decidir se tem ou não a confessar pecados considerados novos pela Igreja católica. Ao excesso de velocidade ou à fuga aos impostos acrescentam-se agora pecados ligados às novas tecnologias, à televisão, aos jornais.
Foi o que explicou na terça-feira, na Basílica de São Pedro, o cardeal norte-americano James Francis Stafford, o penitenciário-mor do Vaticano. Fê-lo durante o Rito da Reconciliação, uma cerimónia que era tradicional em Roma até ao Renascimento e que agora a Santa Sé recupera.
Os penitentes aproveitam para se confessar, reanimando uma prática em queda. Ler a Bíblia é uma actividade que requer tempo e que hoje a Igreja Católica aconselha em substituição de qualquer outra penitência mais tradicionalista. Na homilia da celebração, o cardeal norte-americano falou ainda do perdão. Falou sobre se é possível perdoar crimes como a violência contra crianças ou os assassinatos em massa de inocentes e disse que "a escuridão do pecado não poderá apagar nunca a luz da misericórdia divina".
in SIC.pt

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