segunda-feira, agosto 07, 2006

Burial, o 1ª registo em longa duração do Dubstep

Depois do Drum'n'Bass, UK Garage, 2 Step, Grimme,..., surge agora, inevitavelmente, o Dubstep.
Este é um género maioritáriamente sombrio, nebuloso, tenso, reflexo da sociedade em que vivemos actualmente.
O Dubstep divide-se em duas grandes tendências: os ritmos puramente para o corpo, para a pista de dança e a tendência mais ambiental.
O albúm de Burial enquadra-se na 2ª tendência, é um disco para ouvir fora dos clubs, um disco com muito "trabalho de laboratório" por detrás: linhas de baixo musculadas e sub-sónicas, ecos, reverberações, ruídos de estática, "picado" do velho vinil, candências quebradas, arritmias e muitas outras técnicas do novas e velhas do dub.
Burial é uma personagem misteriosa e desconhecida que edita pela Hyperdub de Kode9 (dj, produtor, professor de filosofia de som e design sonoro na Universidade de East London, actualmente é tambem responsável pelo hype em torno do Dubstep...)

Em Portugal este virús já chegou á impressa escrita mediática como é o caso da Slang, da Blitz ou recentemente o Y.
Na net podem saber mais em:
www.hyperdub.com
www.kode9.com
Podem ainda ver este video da BBC

Dubstep : deriva directamente do garage britânico, incorpora uma filosofia mais dark; a fórmula original do dubstep recebe influências do reggae, dark garage, e dub minimal; o baixo utilizado nas composições é referido como «sub bass», idêntico aos utilizados na corrente do Drum & Bass; à quem defina o dubstep como sendo um som físico, é mais do que um simples acto de ouvir, é uma experiência física; A cunhagem do movimento é da autoria da Amunition Production, o termo foi utilizado pela primeira vez pela a revista XLR8R.

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