quarta-feira, março 20, 2013

Discos novos na Zona 8

Tosca "odeon" [!K7]

É o regresso de Richard Dormeister e Rupert Huber ao projecto Tosca.
Considerado pelos próprios como o disco mais obscuro que os Tosca fizeram até à data, "Odeon" traz o regresso aos bons temas, que tanto soam ao que este projecto de Viena nos habituou, como, por exemplo, ao lado mais negro dos Depeche Mode. É como se tivessem renovassem na totalidade, mas o ADN está lá, e é automáticamente reconhecido como sendo Tosca.
Com participações vocais de Sarah carlier, JJ Jones, Roland Neuwirth, Stefan Wildner, Rodney Hunter, o brasileiro Lucas Santtana e Chris Eckman (dos The Walkabouts).
O disco ganhou o nome do Teatro Odeon de Viena.


 Osunlade " a man with no past originating the future" [Yoruba]

Com base, desde 2006, na Grécia, o grande sacerdote da deep, spiritual e soulful house, Osunlade, já tem disponível o seu 17º disco de estúdio.
"A Man With No Past Originating The Future" é um trabalho para além da house orgânico, e como nos seus trabalhos anteriores há pinceladas de jazz, funk, momentos mais ambient, mas esqueçam a house music. Osunlade tinha prometido que o seu disco anterior seria o último longa duração que faria com ritmos house, e assim o fez. Osunlade continua a sua viagem espiritual mas agora com novas bases.
Este disco conta com a participação do vocalista Supreme. 







Trus'me "treat me right" [Prime Numbers]

Com 3 anos para ser preparado, Trus'me (a.k.a. David Wolstencroft, produtor de manchester e patrão da editora Prime Numbers) lança agora o seu 3 disco de longa duração, "Treat Me Right".
Desbravando território para além da deep house que nos habituou nos 2 discos anteriores, Trus'me lança-se agora, e como já vinha acontecido nos singles mais recentes (e resultado de muitos anos em digressão pelo mundo fora), no techno e na house mais forte, mas mantendo o seu estilo pessoal intacto.
"Treat Me Right" é um disco de 8 faixas polvilhadas de discursos (de Denzel Washington, por exemplo) e que tratam os temas do amor e da perda. Mais mais um disco obrigatório para os amantes da deep house e do trabalho de Trus'me (ás vezes comparado a Moodymann e Theo Parrish).
  






Pantha du Prince & The Bell Laboratory "elements of light" [Rought Trade]

Continuação, quase obvia, para o trabalho de Pantha du Prince, autor de alguns albuns favoritos aqui da Zona 8 (por exemplo "This Bliss").
Se o som de campaínhas e sinos já era habitual na música deste produtor, ele decidiu agora juntar-se aos The Bell Laboratory (o maestro Lars Petter Hagen, o carrilhonista Vegar Sandholt e um extenso número de percursionistas e multi-instrumentistas que tocam marimba, sinos tubulares, xilofones e cimbalos) grupo que faz música com um carrilhão de 3 toneladas e 50 sinos e criar "Elements Of Light" um longa duração na linha abitual de Pantha mas também dentro do minimalismo de nomes como LaMonte Young, Terry Riley e Steve Reich.
Um disco para despertar a alma.


>posto de escuta<





 José James "no beginning no end" [Blue Note]

O cantor José James é tão adorado no circuito jazz como no circuito dos dj's mais underground. "No beginning no end" vem reforçar esse estatuto e alarga-lo a uma maior audiência á espera da next big thing.
Agora com a chancela da ícónica Blue Note, José James junta neste disco a sensualidade da sua voz, jazz, r&amp;b, electronica, pop, funk, e elementos soul contemporâneos. Faixas de raíz electrónica, vivem e convivem calmamente lado a lado neste disco. 
José conta com uma grande e experiente pandilha a seu lado: Kris Bowers e Robert Glasper (pianos), Pino Palladino (baixista presente na criação do neo-soul), Hindi Zahra (vocalista de Marrocos), Emily King (que também dá a voz em alguns temas), Chris Dave e Richard Spaven (baterias), Grant Windsor (teclados), Corey King (trombone), Takuya Kuroda (trumpete) e Jeremy Most (guitarras).


>posto de escuta<










vários artistas "Hot Waves Volume 4" [Hot Waves]

Quarto showcase da editora subsidiária da Hot Creations, de Jamie Jones e Lee Foss, para os novos talentos.

Como sempre, a música por aqui é simples e directa, com o pézinho na pista de dança, e uma linha de produção dentro da deep house com vocais e sensualidade e que inesperadamente reconhecemos como sendo desta editora.
Com nomes como HNQO, Alexis Raphael, Filthy Rich, Blond:ish ou Metrika & Bastard Love, o que esta compilação tem de bom, ao mesmo tempo tem de mau: todas as faixas seguem o som habitual da editora (o que é bom para quem adora esse som), mas falta a marca pessoal de cada produtor (o que é muito mau para quem está á espera de novidades frescas).
Mas que sejam vocês a decidir... ainda para mais estão a aparecer os dias mais quentes.


>posto de escuta<

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