terça-feira, abril 30, 2013

Discos novos na Zona 8

Footprintz "escape yourself" [Visionquest]

São várias as duplas de músicos que fazem as suas produções á base de sintetizadores e o fazem relativamente bem: Soft Cell, Pet Shop Boys, Orchestral Manoeuvres in the Dark, Erasure, Eurythmics ou Yazoo. Quase todos eles dos anos 80.
Inspirados no melhores momentos (dos anos 80 e desses grupos) a dupla Clarian North e Adam Hunter, é como que diz os Footprintz, lançaram um agradável álbum de estreia, onde se fala do crescimento, da difícil transição da adolescencia para a idade adulta.
Musicalmente os Footprintz apresentam um disco de pop underground, mas que soa bem a qualquer ouvido (principalmente a que passou pelos anos 80 e 90).






Bonobo "the north borders" [Ninja Tune]


O terceiro disco de Si Green, a.k.a. Bonobo, continua elevar a fasquia e a trazer música moderna cheia de sentimentos e emoções fortes.
"The North Borders" é um disco que funciona facilmente na pista de dança, ou do lado oposto, na intimidade do lar, ritmos two-step e downtempo, vozes soul, orquestrações sonhadoras, elementos orgânicos fundidos na perfeição com elementos electrónicos. Conta ainda com colaborações vocais de Grey Reverend, Szjerdene, Coenelia e Erykah Badu.
De pouco serviram os adjectivos que use para descrever este disco, apenas a sua audição pode descrever o que se escuta (e sente) por aqui.
Com certeza que é um disco que vai ficar em lugar de destaque quando se falar da história da música do século XXI e provavelmente em séculos anteriores e posteriores.






Function "incubation" [Ostgut Ton]

O nova-iorquino (estabelecido agora em Berlim) David Sumner já foi uma das metades dos agora extintos Sandwell District, um dos projectos chave do techno dos últimos 10 anos. Na sua estreia como Function, David apresenta agora 9 faixas de techno que fluem muito bem em formato álbum, num labirinto sonoro que nos leva para as melhores festas em armazéns ou caves escuras. Do som mais ambient do inicio do disco, rápidamente se passa para produções que deixam orgulhosa algumas da influencias de Function: Jeff Mills, Richie Hawtin ou Underground Resistance.
Para quem tinha saudades do futuro, a resposta está aqui !

  





 HVOB "hvob" [Stil Vor Talent]

Eles gostam de se designar pelas iniciais HVOB, mas na verdade chamam-se Her Voice Over Boys. São de Viena, e são uma dupla: Anna Müller and Paul Wallner.
O seu disco de estreia passeia-se por vários caminhos da música electrónica, sempre com um toque minimalista e ao mesmo tempo de canção pop. Um disco elegante, sofisticado, emotivo e melódico, sem grandes preocupações em trazer algo de novo, mas com o objectivo de trazer temas agradáveis. Ideal para finais de tarde ou inicio de manhãs.
Em termos de comparação, o som dos HVOB faz lembrar os deep house que os Dubtribe Sound System faziam. Ah ! E também há uma cover de um tema dos roqueiros indie Bombay Bicycle Club.
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Lusine "the waiting room" [Ghostly International]

Este é o oitavo disco do texano Jeff McIlwain como Lusine e segundo parece o mais convecional até à data. Não deixando de lado o lado mais experimental deste projecto, "The Waiting Room" explora o lado da canção pop, com vozes femininas (de Janelle Kienow, Caitlin Sherman e da esposa de Jeff, Sarah Mcilwain) e masculinas, sintetizadores da época synth-pop (que agora parecem estar em voga novamente, e por um lado ainda bem), ritmos algures deep house, ritmos quebrados, krautrock, e até mesmo uma versão para um tema dos Electronic. Uma viagem por vários estilos da electrónica, um pouco mais calmos.
Instalem-se confortavelmente na sala de espera e escutem "The Waiting Room"...







Ka§par "ascensus" [4 Lux Black]

O português Ka§par mostra neste seu longa duração de estreia a sua ampla visão da música de dança dos nossos dias que tem como base a house music.
Ao longo de 21 faixas ( 17 + 4 bónus) Ka§par oferece uma expêriencia sónica para prazer auditivo e para fazer suar corpos na pista de dança, fruto da sua bem sucedida carreira como dj e das suas edições para editoras como a Groovement, a Clone ou a 4 Lux. Em "Ascensus" há acordes e harmonias sólidas, inteligentes e hipnóticas, vocais prontos a atingir o climax, laivos de disco sound e psicadelismo, mas sobretudo lições aprendidas com os grandes ícones e mestres da linguagem universal da house.
Não foi à toa que o veterano Gerd chamou este português para a sua pandilha !

 

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