sábado, junho 22, 2013

Discos novos na Zona 8

Benjamin Damage "heliosphere" [50 Weapons]

Disco de estreia a solo para Benjamin Damage, "Heliosphere" é um trabalho de techno feito como mandam as regras, uma plataforma de sons já conhecidos, assim como de sons por descobrir. Damage mostra por aqui a sua excelente técnica de produção assim como a sua grande imaginação.


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DJ Koze "amygdala" [Pampa]

Ao fim de 8 anos de ausência, o produtor alemão volta aos discos de longa duração cheio de vitalidade, com colaborações com Caribou, Apparat, Matthew Dear, Dirt Von Lowtzow ou Ada. Será preciso dizer mais alguma coisa ? Sim, que Koze afirma que este é o seu melhor disco de sempre.


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Oliver Schories "exit" [Der Turnbeutel]

Segundo álbum de Schories e que faz a estreia da editora Der Turnbeute. 
Pode-se encontrar por house music em várias vertentes, da mais profunda à mais progressiva, passando pelo lado mais techy, mas sempre um sentimento positivo e ambientes cool. Excelente disco para acompanhar o Verão.


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Nicole Moudaber "believe" [Drumcode] 

A partir da editora de Adam Beyer, a Drumcode, surge o disco de estreia de Nicole Moudaber antiga promotora de festas e agente de artistas. Feito a pensar essencialmente na pista de dança, "Believe" vai dar a conhecer a muita gente, que antes desconhecia, o techno de Nicole e da Drumcode.


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Clockwork "B.O.A.T.S." [Life and Death]

Excelente disco de estreia para a duo italino Clockwork.
"B.O.A.T.S." (based on a true story) faz um marco importante no mundo da música electrónica com toda a sua obscuridade e ambientes dubby, embelezados com algumas vozes e criando grandes canções de pop contemporânea. O disco tem colaborações de Chasing Kurt, Avatism, Clarian e Tale of Us, e é daqueles para ouvie em repeat.



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Soukie & Windish "a forest" [URSL]

Mais um disco de estreia, desta vez para a dupla de dj's residentes dos clubs de Berlim, Wilde Renate e Kater Holzig. Soukie & Windish criaram aquilo que se pode considerar o som do espaço entre as cidades de Hamburgo e Berlim. Um som, numa vertente deep house, pessoal criado por esta dupla ao longo de 6 anos e 30 temas editados em várias editoras..


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James Teej "eight bit ocean" [Last Night On Earth]

O canadiano James Teej já tem nos escaparates o seu segundo disco longo, numa edição da editora gerida por Sasha, depois de já ter lançado temas em editoras como We Play House, Rebirth, Supernature, No.19 Music ou a Rekids. Teej faz também parte do trio My Favorite Robot.
São 9 faixas entre a deep house e a tech house, prontas a fazer dançar em vários estados de espirito, num disco que se poderá tornar num clássico do seu género. É obrigatória a sua exploração.



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 Juan Atkins & Moritz von Oswald "borderland" [Tresor]

Com mais de 20 anos na cena electrónica, Juan Atkins (um dos pioneiros do techno de Detroit) e Moritz von Oswald (metade dos Basic Channel e também dos  Maurizio) apresentam a sua primeira colaboração.
O disco, feito de 8 sequências, é uma fusão do som dos dois mestres e começou a ser criado em várias sessões de estúdio em Berlim desde o inicio do ano. "Borderland" mostra uma viagem musical de dois nomes independentes, mas que se suportam mutuamente, criando uma expressão singular de música electrónica orientada para a pista de dança e ao mesmo tempo com liberdade de uma experimentação orgânica.


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Stimming "stimming" [Diynamic]

"Stimming" é como uma história contada pela música e pelo seu criador, mesmo sem uma linha de história, escuta-se o disco e somos transportados para outro mundo, um mundo cheio de personagens e pensamentos extravagantes, onde crescem ideias e momentos de suspense. O moderno e o clássico vivem lado a lado sem confronto, o colorido e o sinistro.
Criado num periodo, imposto pelo próprio, de isolamento na costa Báltica, este é um álbum coerente, dentro do género deep house e com vários instrumentos tocados ao vivo.



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Disclosure "settle" [PMR]
 




Este é daqueles discos feito na perfeição, bons ritmos, boas vozes, apelos básicos ás sensações (físicas e mentais), mas falta aqui a dose de originalidade para ser perfeito.
De resto, é um trabalho que veio renovar a UK garage e dar-lhe um pequeno toque de modernidade do século 21. "Settle" é disco para se escutar em pistas mais comerciais, assim como em algumas mais underground. É uma bela estreia para os irmãos Guy e Howard Lawrence, que com pouco mais de 20 anos de idade criaram um disco bastante maduro.



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Cosmin TRG "gordian" [50Weapons]

Da Roménia, mas a viver em Berlim, surge Cosmin TRG (aka Cosmin Nicolae) com um caloroso, atmosférico e tangivel segundo longa duração.
Uma boa recolha de influências de techno, IDM e sons mais atmosféricos, para agradar a ouvidos mais exigentes e sedentos de basslines fortes.


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Ghostpoet " some say i so i say light" [PIAS]

De regresso aos discos, Ghostpoet trilha por aqui o caminho deixado por The Streets ou Tricky na exploração de ambientes sónicos e palavras de purgatório, destilando R&B downtempo, hip hop experimental e electrónica glitchy.
Posto isti, há que escutar o trabalho do londrino Obaro Ejimiwe.


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Jon Hopkins "immunity" [Domino]

Conhecido explorador de ambientes leftfield, Jon Hopkins acaba de lançar o seu quarto disco (antes já o tinha feito acompanhado de Brian Eno e de King Creosote) com a mesma força que o caracteriza.
Ouçam-se atmosferas e melodias de horas tardias, repletas de acordes intensos e alucinates, sons cristalinos e sonhadores, e ruídos de outros mundos transformados em música.



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Markus Suckut "dna" [Figure]

Este alemão, a editar pela label de Len Faki, traz um disco recheado de techno, techno e mais techno
Com influências que vão de Ben Klock (do qual se diz por aí ser a grande influência de Markus), Shed ou Marcel Dettmann, "DNA", que a uma primeira audição parece apenas viver dos clichés habituais do techno, é no fundo uma visão com bastantes toques pessoais do género marcado pela caixas de ritmos e sequênciadores. 
Siga tudo para a pista de dança !


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