segunda-feira, março 17, 2014

Habibi


“Destinado a tornar-se um clássico instantâneo”, diz o prestigiado jornal inglês The Independent ; “Uma história maravilhosa e cativante, mas também indescritível neste curto espaço, pois dentro dela há ainda milhares de outras histórias. É como uma caixa de joias à qual você retornará de novo e de novo”, confessa o The Guardian (que na sua versão online é o segundo jornal de língua inglesa mais lido do mundo).
Fala-se de "Habibi" o livro de Craig Thompson que conta a saga de dois escravos fugitivos, unidos e separados pelo destino, vivendo no limite que separa a tradição da descoberta. Dodola, uma rapariga perspicaz e independente, foge de seus raptores levando consigo um bebê. Os dois crescem juntos no deserto, sozinhos num navio encalhado na areia e passam o tempo a contar histórias. Nelas somos apresentados à origem do islamismo e de suas tradições, conforme as narrativas se vão combinando com uma trama de aventura, romance, filosofia e tragédia. Para contar a saga de Dodola e Zam, Craig Thompson recorreu ao Corão e às Mil e uma noites. Do primeiro, colheu o próprio estilo do livro, inspirado na caligrafia árabe, e também as narrativas do texto sagrado dos muçulmanos, recriadas com mestria pela mão do autor. Do segundo, tirou um cenário fantasioso, repleto de lendas e histórias, uma versão quase mitológica da nossa ideia de Oriente. Ambientado nos dias de hoje, "Habibi" não se passa em nenhum país conhecido, mas numa terra igualmente fantástica e concreta, onde questões presentes se misturam a questões ancestrais. Crítica social, ecologia, paralelos entre religião e amor: tudo encontra lugar nesta narrativa tão épica quanto particular. Fruto de sete anos de pesquisas e trabalho, "Habibi" é um monumento da banda desenhada moderna.


 

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