quarta-feira, setembro 23, 2015

Jazigo na Serra do Açor



...um jazigo é uma prisão, mas também um “monumentum”, isto é, um objecto que mantém viva a memória ou a recordação de um ausente... e só os monumentos são arquitectura... o resto dos edifícios são simples construções para seres efémeros, produtos técnicos ou artesanais, não “obras técnicas”, criações verdadeiras, iluminadas ou inspiradas...” inspirado pelas palavras de Adolf Loos, o arquitecto Pedro Dias criou este moderno jazigo  na Serra do Açor para a família Duarte no pequeno cemitério de Monte Frio (Arganil).
Nas palavras do criador da obra o conceito por trás deste projecto consistiu na criação de um objecto arquitectónico simples, contido e de aparência minimal que, para além de conter o pretendido pelo cliente (capacidade para 8 urnas), desempenhasse condignamente a sua função enquanto “objecto de tributo à memória” e se integrasse harmoniozamente no cemitério, interagindo de forma directa com a impressionante  envolvente paisagem de montanha (sem obstaculização do sistema de vistas), por enquadramento literal desta, com o intuito de aproveitar o momento de tranquilidade proporcionado pela sua contemplação como veiculo de transmissão e comunicação transcendental entre “presentes” e “ausentes”...


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